O FILHO PRÓDIGO Artur Alonso

Como um leão de fogo, com olhos e ouvidos alerta, contemplava a virgindade da vida, aquele humano ser que de si mesmo ainda se esconde.

Depois de atravessar três reinos, em três anteriores cadeias (vencendo, passo a passo, cada íngreme montanha e cume); agora contempla aquela luz basilar, invicto, com a sombra dum corpo humano conquistado pelo esforço antigo. Corpo e humano, tão perfeito, como nunca imaginar quisera, pudera, antes de obter uma carne tão envolvente. Mas lamentavelmente ele ainda era cego, para as cousas do amor e do coração como copo de elixir eterno.

Memorias dos seus ossos falavam a língua dos minerais (não menos silenciosa que dúctil lembrava de pedra ser sua alma). Lembranças de seu olfato, gosto, tato (como isso se pudera exemplificar) sentia na macia pele dos vegetais como sua. A verdura do campo, percorrendo seus nervos adjacentes, vivificante todavia nas sensações que ele sentia, sonhando tudo, da campina, nos pertence. Segue lendo

Blogo máis alá do que imaxinas!